RAIBOW Portugal avança para insolvência

 A Matthias Schmelz Lda, empresa que comercializa os aspiradores da marca Rainbow, comunicou aos funcionários e comerciais, que irá avançar para um processo de insolvência devido ao encerramento da sua atividade provocada pela pandemia Covid-19.

A decisão terá sido comunicada por e-mail pelo próprio empresário alemão, aos cerca de 60 funcionários dos quadros da empresa localizada em Carnaxide, concelho de Oeiras, bem como aos 300 agentes comerciais que trabalhavam a recibos verdes.

Nessa comunicação, Matthias Schmelz terá dito: “Infelizmente, com as decisões tomadas pelo Governo, esta situação era de esperar e tornou-se inevitável, porque uma empresa como a nossa, que vive das vendas, não consegue sobreviver sem vendas. São os vendedores que trazem a riqueza para as empresas. Quando os vendedores estão fechados nas suas próprias casas, por decisão do Governo, não entra dinheiro na empresa para pagar seja o que for”.

Ainda que a situação que vivemos seja efetivamente complicada, há menos de um ano, esta empresa aumentou o capital social em 156 mil euros, além de que, em janeiro, organizou uma viagem de uma semana a Cuba, para 300 agentes nacionais, com tudo pago. Não é portanto de estranhar que os trabalhadores se encontrem surpreendidos com esta decisão, tanto mais quando não é possível, ainda, pedir o subsídio de desemprego, uma vez que o pedido formal de insolvência ainda não foi feito, nem se sabe quanto tempo demorará o processo, em face da situação que vivemos.

É de salientar que, posteriormente à comunicação do empresário alemão, o escritório de advogados da sociedade Matthias Schmelz, Unipessoal, Lda enviou uma nova comunicação aos trabalhadores onde se podia ler o seguinte: o tribunal “irá, em princípio, declarar a sociedade insolvente e nomear um administrador de insolvência, que será a pessoa que irá desencadear as diligências destinadas à administração do património da sociedade e satisfação dos créditos que venham a ser reclamados no processo”.

Assim, deixaram claro que os valores a que os trabalhadores têm direito a partir de 1 de abril de 2020, quer por força de contrato de trabalho, contrato de prestação de serviços, comissões, ou de um vínculo de qualquer outra natureza, não serão pagos pela sociedade, em virtude da falta de liquidez e capacidade financeira para o efeito, pelo que terão de reclamar créditos no âmbito do processo de insolvência.

Na referida comunicação, os advogados fizeram questão de sublinhar que “a instauração do processo de insolvência não implica a extinção imediata dos contratos de trabalho, uma vez que será o administrador de insolvência quem irá proceder à cessação dos mesmos”. Assim, os funcionários continuarão vinculados à empresa.

De todo o modo, a Fénix Lusitana, representante da marca Rainbow em Portugal, assegurou hoje (dia 22 de abril de 2020), que a insolvência do distribuidor Matthias Schmelz Lda. “em nada afeta a operação” da empresa no país.

Aliás, Fernanda Alves, presidente executiva e acionista da Fénix Lusitana, reforçou a ideia de que a Rainbow Portugal continua a assegurar assistência técnica aos clientes e, já durante o estado de emergência, foi iniciada a atividade de dois novos distribuidores – Rainbow Linda-a-Velha e à Rainbow Viana do Castelo, que elevaram para 17 a rede nacional de distribuidores independentes da empresa, acreditando que, em breve, passarão a 19 com uma nova ampliação a distribuidores de Évora e mais um no Porto.

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